A chuva deste outono deixou o Algarve na melhor situação de sempre em matéria de reservas hídricas. Atualmente, a região tem água para quatro anos. Um cenário bem diferente de 2024 quando, por esta altura, a situação era tão crítica que o abastecimento público estava em risco.
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Na barragem do Funcho, que há um ano tinha pouco mais de 35% de água, agora, com os níveis a 84%, já está a ser preciso fazer descargas preventivas. Em breve, também por razões de segurança, o mesmo vai ser feito na albufeira de Odeleite.
No total, as seis barragens do Algarve, que há um ano não asseguravam abastecimento de água por mais do que alguns meses, estão agora, no total, com 77%, mais 191 hectómetros cúbicos de água armazenada.
A reserva atual já assegura à região o abastecimento por vários anos e vai dar tempo para a implementação das obras em curso ou programadas, assim como dar ao Algarve uma almofada de segurança para tempos de seca.
Entre dessalinizadora, aproveitamento da água do Guadiana, intervenção na rede, reutilização des águas das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e outras intervenções, o investimento em curso é de cerca de 800 milhões de euros.
“Penso que em três anos teremos estas obras todas prontas e a partir daí penso que o Algarve poderá respirar durante 20/25 anos, mas têm que nos deixar fazer estas obras”, anteve a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.
Apesar das barragens cheias, com as albufeiras do Algarve na melhor situação de sempre, segundo o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a chuva não chegou para recarregar os aquíferos, que têm tido uma recuperação lenta.