Câmara do Porto posiciona meios para eventuais cheias na zona ribeirinha

e acordo com Ricardo Pereira, coordenador do Serviço Municipal de Proteção Civil e comandante dos Sapadores Bombeiros, os serviços têm “estado presencialmente na Ribeira e Miragaia durante todas as preia-mar” e na noite de quarta-feira tomaram diligências preventivas de apoio à população.

“Os moradores de Miragaia foram convidados a estacionar as suas viaturas no parque da Alfândega do Porto, gratuitamente, e os serviços municipais alocaram equipas em prevenção, caso fosse necessário deslocar e acomodar bens dos estabelecimentos”, especificou o comandante, que acrescentou que a Polícia Municipal também esteve nestas zonas com reboques de prevenção, “caso fosse necessário remover viaturas da zona de Miragaia”.

Já durante a manhã de hoje, “foram posicionados todos os meios para eventuais cortes de via”.

Num balanço efetuado hoje às 12:15, já depois da preia-mar, o comandante adjunto da Capitania do Porto do Douro, Miguel Cervaens Costa, adiantou à Lusa que, entre as 11:00 e o 12:00, coincidindo com o pico da preia-mar, a água entrou nas caves do Postigo do Carvão e nas zonas baixas junto ao Hotel Pestana, na Ribeira, no Porto.

A situação deve-se ao elevado volume de água libertado pela Barragem de Crestuma-Lever, que regista atualmente caudais superiores a 4.500 metros cúbicos por segundo.

“O que nós esperamos a partir de agora, entrando na vazante, é que estas cotas se mantenham estáveis e até comecem a descer neste período”, indicou aquele responsável.

A saturação dos solos, a pluviosidade, a água proveniente de Espanha e dos afluentes, mantém a bacia do Douro sob monitorização rigorosa. Na Régua, o nível da albufeira atingiu, na quarta-feira, a cota de 7,2 metros.

De acordo com o ‘site’ da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Bacia do Douro encontra-se em “situação de risco” de cheias.

Na segunda-feira, a Proteção Civil Municipal andou a distribuir pelos comerciantes e moradores da zona ribeirinha do Porto um aviso em papel com a listagem de medidas preventivas, contactos de emergência e os “locais historicamente mais vulneráveis”.

De acordo com o aviso distribuído à data, o Centro de Previsão e Prevenção de Cheias do Douro da Capitania do Porto do Douro promulgou na quarta-feira o aviso amarelo para todas as albufeiras do rio Douro, podendo verificar-se precipitação intensa e a possibilidade de alagamentos no estuário do Douro em locais como Postigo do Carvão, Ribeira, Miragaia, Cais do Ouro, Passeio Alegre e Rua das Sobreiras.

Depois da depressão Joseph, a passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

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