APED confirma “constrangimentos pontuais no transporte de mercadorias”

Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) confirmou, esta quinta-feira, a existência de “constrangimentos pontuais no transporte de mercadorias” no seguimento da depressão Kristin na região Centro. Porém, assegura que não está em causa qualquer rutura da cadeia de abastecimento alimentar no país

“A passagem da depressão Kristin por Portugal resultou em perdas de vidas humanas e estragos avultados em diversas estruturas públicas e privadas. A APED regista constrangimentos pontuais no transporte de mercadorias e no encerramento temporário de 6 das 41 lojas dos associados da APED nos concelhos de Leiria, Figueira da Foz e Marinha Grande“, pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.

Na nota enviada às redações, no seguimento das questões colocadas pelo Notícias ao Minuto no final da manhã desta quinta-feira, a APED explica que “foram de imediato acionadas medidas para minimizar esta situação, estando as populações afetadas a serem devidamente encaminhadas, através de informação afixada nos espaços comerciais encerrados, para as lojas mais próximas em regular funcionamento“.

Porém, a APED assegura ainda que os “constrangimentos foram localizados e que não se verifica qualquer rutura da cadeia de abastecimento alimentar no país, incluindo nas regiões mais atingidas, estando acautelada a resposta às necessidades das populações”.

A tempestade Kristin passou, mas deixou um rasto de destruição: Há ainda muitos munícipios fechados, sem água, luz ou acesso a rede móvel, ao abastecimento de combustíveis e as filas nos supermercados – os poucos que estão abertos – são já visíveis. 

Beatriz Vasconcelos | 14:00 – 29/01/2026

A APED aproveita ainda para lamentar “profundamente a perda de vidas humanas e deixa uma palavra de solidariedade para com as comunidades afetadas por esta calamidade, garantindo que os seus associados tudo farão para garantir o regresso à normalidade o mais rapidamente possível, nas zonas afetadas”.

Pelo menos seis pessoas morreram em consequência da passagem da depressão Kristin por Portugal continental, que deixou um rastro de destruição e causou feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria, por onde a depressão entrou no território continental, Coimbra, Santarém e Lisboa.

A tempestade provocou quedas de árvores e de estruturas, o corte e o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações.

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Lusa | 16:16 – 29/01/2026

[Notícia atualizada às 15h47]

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