Como é preciosa a lusofonia: Dino D’Santiago, Criolo e Amaro Freitas numa ‘cimeira trilateral’ em forma de disco

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Muitos encontros de artistas são o resultado de oportunismo ou conveniência, mas há outros que ousam ir mais longe e se resolvem como dispositivos de reconfiguração simbólica. “Criolo, Amaro & Dino” pertence claramente à segunda ordem. Não se trata apenas de um álbum que resulta do cruzamento de visões musicais distintas, mas de um gesto que reordena o eixo atlântico da criação musical em língua portuguesa a partir de três trajetos negros que transportam consigo bairros, memórias, oralidades, matrizes rítmicas e experiências históricas que raramente ocupam o centro da narrativa cultural global.

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