
“Tenho 37 anos, é a terceira tempestade que enfrento. Foram duas recuperações. Esta não sei se vou conseguir, porque é a mais dura de todas”, diz Fábio Franco, proprietário de uma exploração na Sociedade Agrícola do Vale do Lis. O cenário na freguesia de Ortigosa, concelho de Leiria, não inspira confiança num futuro a curto ou médio prazo: as estufas estão completamente destruídas pela depressão Kristin, as culturas hortícolas danificadas, os caminhos de acesso cortados por árvores e postes elétricos tombados. E a luz, a água e a rede, à data, ainda não regressaram.