Nível do Guadiana em Mértola subiu como “poucas vezes” visto, mas sem alarme

image

O caudal do rio Guadiana junto à vila de Mértola registou nas últimas horas um nível “poucas vezes visto”, mas sem causar alarme, afiança o presidente da Câmara Municipal.

“Estamos com muita atenção, porque efetivamente o rio está em níveis poucas vezes visto, mas sem qualquer problema do ponto de vista da salvaguarda de pessoas e bens”, diz ao “CA” o presidente da autarquia, Mário Tomé.

Nos últimos dias, a barragem do Alqueva tem vindo a efetuar descargas de água devido à “persistência de caudais afluentes elevados” provocados pelas chuvas intensas.

A última aconteceu na segunda-feira, 2, com a libertação “de um caudal de descarga inicial de 600 metros cúbicos por segundo (m3/s), que, somado ao caudal turbinado (800 m3/s), perfaz um caudal total lançado de 1.400 m3/s a jusante da barragem”, adiantou a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDUA), que gere o empreendimento.

As descargas no Alqueva, iniciadas a 28 de janeiro, levaram a um aumento do caudal do rio Guadiana, que atravessa o concelho de Mértola.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal, a subida do nível do rio deixou uma obra municipal na frente ribeirinha da vila concluída recentemente “absolutamente submersa”, assim como o cais do Guadiana, onde se realizam as festas de verão locais.

Também a aldeia ribeirinha do Pomarão “está com o rio muito próximo”, indica Mário Tomé, o que levou a que alguns caravanistas instalados no cais tenham sido alertados hoje para deixar o local.

“São pessoas que não têm acesso à nossa comunicação e não percebem a dimensão” do que está a acontecer, “mas saíram perfeitamente em segurança”, afiança o presidente da Câmara Municipal.

Face às previsões de chuva para os próximos dias, o autarca de Mértola assegura que tudo está a ser acautelado para evitar problemas no concelho.

“Estamos a monitorizar a situação, temos equipas da proteção civil no terreno e estamos em articulação com a EDIA [Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva] e com a Proteção Civil distrital. Não sentimos problemas de maior no que diz respeito a pessoas e a bens”, assegura.

Continue a ler este artigo no Correio Alentejo.


Publicado

em

,

por

Etiquetas: