Já o escrevi: o aviso da Proteção Civil era inócuo e não alertava para coisa alguma, a começar pelas estruturas do Estado e do governo, que nada preveniram e demoraram a perceber a dimensão da destruição. Foi preciso o desespero do presidente da Câmara de Leiria para que a gravidade da situação ganhasse dimensão pública. A Proteção Civil só começou a fazer comunicações diárias ao fim de quase uma semana e, ainda assim, teve de ser a presidente da Câmara de Coimbra a alertar para os riscos de cheias que a cidade corria.