Novos produtos anti-incrustantes para revestimentos marítimos 

A Universidade de Aveiro (UA) faz parte da parceria que desenvolve novos produtos anti-incrustantes que previnem a bioincrustação em revestimentos de estruturas marinhas, portuárias e em transportes marinhos, de forma disruptiva, duradoura e ecológica.

O projeto em copromoção NanoBioEscudo – “Tecnologias bio-inspiradas de nova geração para prevenção da bioincrustação marinha” está a ser desenvolvido por um consórcio constituído pela Universidade de Aveiro (UA) – através do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) -, pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP) e pelo Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) e pela Smallmatek, que assume a liderança do projeto.

O NanoBioEscudo, que decorre desde o início do ano de 2025, tem um orçamento global superior a 1,1 milhões de euros, dos quais 367,8 mil euros correspondem a custos elegíveis da UA. A iniciativa é apoiada pelo Compete 2030 via Fundo Estrutural do FEDER, no âmbito do programa de Inovação e Transição Digital (COMPETE2030-FEDER-01194000; Ref.ª: 17414).  Sendo o principal objetivo o desenvolvimento produtos anti-incrustantes que previnam a bioincrustação em revestimentos de estruturas marinhas, portuárias e de transportes marinhos, a inovação passa por moléculas bioinspiradas com propriedades anti-incrustantes, sintetizadas pela FFUP, imobilizadas em nano/biomateriais, desenvolvidos pela Smallmatek e UA, com capacidade de libertação controlada. Consegue-se, assim, um aumento da eficácia e da durabilidade dos revestimentos existentes no mercado, contribuindo para ganhos económicos e ambientais.

Na UA, os trabalhos estão a ser desenvolvidos por uma equipa do CESAM e do Departamento de Biologia, coordenada por Roberto Martins, com vasta experiência na área de ecotoxicologia e comportamento ambiental de nanomateriais e de moléculas anti-incrustantes. Junta ainda especialistas em microbiologia e biotecnologia marinha, nomeadamente Ângela Cunha e Anthony Moreira. As principais contribuições da UA centram-se na imobilização das moléculas bioinspiradas em biomateriais, na avaliação da eficácia antimicrobiana, do comportamento ambiental e do impacto ambiental dos NanoBioEscudos desenvolvidos pelo consórcio, e na dinamização da tarefa de disseminação e divulgação do projeto.

Esta iniciativa está alinhada com metas de sustentabilidade ambiental definidas pela União Europeia, nomeadamente o Green Deal e a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, e promove a criação de uma nova geração de soluções sustentáveis e inteligentes, ao mesmo tempo que reforça a colaboração da UA com o setor empresarial e contribui para a valorização e transferência do conhecimento científico para a sociedade e para a economia.

O artigo foi publicado originalmente em Gazeta Rural.


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