O incêndio que deflagrou na sexta-feira na freguesia de Bustelo, no concelho de Chaves, está em rescaldo e vigilância e terá consumido cerca de seis mil hectares de área florestal, adiantou à Lusa o presidente da câmara.
Além destes seis mil hectares, Nuno Vaz estima que a área ardida em Espanha, para onde passou o fogo na segunda-feira, seja semelhante.
Portanto, acrescentou, no total as chamas terão consumido à volta de 12 mil hectares entre estes dois países.
Em Chaves, o incêndio atingiu cinco freguesias, num total de 10 aldeias onde, além de floresta e mato, ainda consumiu culturas agrícolas e habitações, a sua grande maioria desabitadas.
Contudo, e depois de uma primeira reunião com os presidentes das juntas de freguesias afetadas, Nuno Vaz adiantou que ficou decidido fazer-se o levantamento dos prejuízos para, posteriormente se avaliar, a possibilidade de se acionar a declaração da situação de calamidade.
Levantamento esse que deverá estar concluído no final da próxima semana, sublinhou.
Neste momento, o fogo ainda não foi dado como extinto, estando em fase de vigilância, devido às elevadas temperaturas, ao aumento da intensidade do vento e à sua dimensão, referiu.
“A expectativa é que esta noite seja considerado finalmente extinto”, vincou Nuno Vaz.
O presidente da Câmara Municipal de Chaves frisou ainda o facto do incêndio, a par dos danos ambientais e materiais, não ter causado vítimas, nem feridos.
De acordo com o ‘site’ da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o fogo em Bustelo está em fase de conclusão, mobilizando 109 operacionais e 32 veículos.
Portugal continental permanece em situação de alerta até hoje, devido ao risco de incêndio.
Vários distritos do interior norte e centro, bem como o de Faro apresentam hoje perigo máximo de incêndio.