Agricultores bloqueiam estradas em Espanha contra acordo da UE com a Mercosul

Agricultores e criadores de gado estão esta sexta-feira a bloquear as ruas de Espanha, em mais um protesto contra o acordo entre a União Europeia (UE) e a Mercosul.

Com tratores na rua, há várias estradas bloqueadas, principalmente na Catalunha, onde o sindicato Revolta Pagesa exige a retirada de Espanha do acordo.

A autoestrada AP-7 está bloqueada, junto à fronteira com França. A estrada N-II em Pontós, A T-11 e uma via da A-27 em Tarragona são outros dos pontos bloqueados, na região catalã.

Há, ainda, vários pontos condicionados da A-2 em Castela e Leão.

Também em França vários grupos de agricultores bloquearam diversas estradas, sobretudo perto das fronteiras com a Bélgica e a Espanha e nos arredores de Paris.

Segundo a emissora ICI, no sudoeste da França, um dos grupos estava desde antes da meia-noite no cruzamento das rodovias A63 e A64, que ligam Bordéus à fronteira espanhola através do País Basco.

O objetivo é protestar contra o acordo UE-Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai), mas também contra o protocolo de crise da dermatose nodular contagiosa (DNC), uma doença viral que afeta principalmente gado bovino e espécies de ruminantes, transmitida por insetos.

Na quinta-feira, cerca de 100 tratores mobilizados pela Coordenação Rural, a segunda maior da França e intimamente ligada à extrema direita, contornaram as restrições impostas para impedir a entrada em Paris.

Alguns chegaram a pontos turísticos icónicos da capital francesa.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou na quinta-feira que a França votará contra o acordo entre os 27 Estados-membros da UE e o bloco sul-americano, uma medida que não deve impedir a aprovação, já que não há minoria de bloqueio.

A presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, cancelou a viagem e formalização do entendimento, previstas para daí a dois dias, em Iguaçu.

Entretanto, foi agendada cerimónia semelhante para a próxima segunda-feira, uma vez que representantes da mais renitente Itália, assim como de França e Polónia, terão baixado as suas reservas iniciais sobre o acordo.

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