Duas mil famílias dependem da agricultura nesta zona e há agricultores que temem não terem água para as culturas já a partir da primavera.
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A Cooperativa Agrícola de Coimbra pede ao Governo para simplificar a burocracia na reparação do canal de rega que foi arrastado com o rebentamento do dique no Baixo Mondego. Duas mil famílias dependem da agricultura nesta zona e há agricultores que temem não terem água para as culturas já a partir da primavera.
Com o caudal do rio Mondego a estabilizar e a água a começar a recuar, torna-se mais visíveis os impactos da cheia nos muitos hectares de campos agrícolas que ficaram alagados. Mesmo junto à A1, estão estes dois silos que guardam toneladas de milho, às quais ainda não se consegue aceder.
A quantificação dos prejuízos ainda é difícil, ainda assim os agricultores acreditam que com a ajuda do sol, e do tamponamento do dique que rebentou, os canais vão começar a secar.
A preocupação agora é com a primavera, com a cooperativa a falar numa situação dramática, uma vez que já são duas mil as famílias que dependem da agricultura no Baixo Mondego. Nesse sentido, Pedro Pimenta, presidente da Cooperativa Agrícola de Coimbra, deixa um apelo ao Governo, para que o canal de rega que foi arrastado com o rebentamento do dique junto à A1 seja rapidamente reparado.
“Não acredito que seja falta de dinheiro, agora há toda uma questão burocrática que tem de ser agilizada. O que precisamos é do tamponamento do dique e de imediato da construção do canal, de maneira a que tenhamos água, essencialmente para os agricultores”, referiu.
A batata, o milho e o arroz são as culturas principais deste que é um dos vales mais férteis da Europa. O ministro da Agricultura vai esta terça-feira visitar alguns dos locais mais afetados, juntamente com o comissário europeu da agricultura.