
Além da capital francesa, os agricultores realizaram ainda ações noutras zonas do país, por exemplo nos arredores de Bordéus (sudoeste), com um bloqueio, desde quarta-feira, a um depósito de combustíveis em Bassens.
Os líderes da Coordenação Rural, assim como os da Federação Nacional dos Sindicatos de Produtores Agrícolas (FNSEA), entre outras organizações, reuniram-se na segunda e na terça-feira com o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, que, juntamente com todo o governo, tentou conter os protestos, cuja preparação vinha em crescendo.
Quarta-feira, houve ordem da direção da polícia francesa para proibir o acesso de tratores a certas áreas sensíveis de Paris, incluindo o Palácio do Eliseu, à residência oficial do primeiro-ministro de Matignon, ao Parlamento, ministérios da Agricultura e da Transição Ecológica e o mercado de Rungis, entre outros.
Em dezembro, especialmente no período que antecedeu o Natal, houve bloqueios de autoestradas e estradas, no sul de França, devido ao plano de contingência para combate à DNC, pois diversos sindicatos rejeitam o protocolo decidido pelo governo que obriga ao abate de todos os animais de uma exploração pecuária quando é detetado um caso daquela doença.
Em 18 de dezembro, em plena reunião do Conselho Europeu em Bruxelas, um protesto semelhante, mas mais numeroso, com mais de 5.000 agricultores e cerca de 500 tratores, levou ao adiamento da assinatura do acordo UE-Mercosul.
A presidente da Comissão Europeia, a alemã Ursula von der Leyen, cancelou a viagem e formalização do entendimento, previstas para daí a dois dias, em Iguaçu.
Entretanto, foi agendada cerimónia semelhante para a próxima segunda-feira, uma vez que representantes da mais renitente Itália, assim como de França e Polónia, terão baixado as suas reservas iniciais sobre o acordo.