O ProTejo – Movimento pelo Tejo alertou nesta quinta-feira para o foco de poluição de forma regular que surgiu nos últimos dias, entre a barragem do Fratel e a Barca da Amieira do Tejo.
Numa nota publicada na sua página na Internet e também nas redes sociais, os ambientalistas dizem suspeitar fr que a poluição poderá ter origem em descargas de efluentes localizadas a montante da Barca da Amieira do Tejo, uma plataforma flutuante no Tejo, no concelho de Nisa, distrito de Portalegre.
O foco de poluição no rio Tejo, entre a barragem do Fratel e a Barca da Amieira do Tejo, surgiu, de forma regular, entre sábado e segunda-feira. Paulo Constantino, da ProTejo, adiantou ao Azul que, neste momento, não há mais informação sobre se este foco de poluição continua visível à superfície das águas.
O mesmo responsável adiantou que esta espuma deverá resultar do contacto da água que sai da barragem do Fratel com grande pressão com um leito do rio com águas poluídas. “Uma possível descarga de efluentes agrava esta situação”, disse, acrescentando que não há mais dados sobre o caso. Foi esse mesmo cenário, lembra Paulo Constatino, que se viu na zona do açude de Abrantes em Janeiro de 2018.
O movimento já denunciou esta ocorrência à Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT), a quem solicitou, assim como à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), uma intervenção de modo a conter este novo surto de poluição no rio Tejo.
Face a isto, os ambientalistas solicitaram à IGAMAOT e à APA a realização de análises regulares da qualidade da água do rio Tejo a montante da Barca da Amieira do Tejo, incluindo a verificação da existência de fibras de celulose na água.
Pedem ainda o destacamento de equipas de fiscalização para o local, com o objectivo de detecção de descargas de efluentes urbanos e/ou industriais com parâmetros de qualidade que não cumprem os níveis permitidos nas respectivas licenças.
Por último, o ProTejo pede o agendamento de uma reunião com a Comissão de Acompanhamento sobre Poluição do rio Tejo.
“Vamos estar vigilantes e requerer informação sobre a acção desenvolvida para resolver este novo surto de poluição do rio Tejo por parte do Ministério do Ambiente e da Energia, da Agência Portuguesa do Ambiente, da Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e do Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente”.