
A amoreira-branca (Morus alba) é natural da Ásia Central e Oriental, região que abrange a Índia, a China e o Japão. Mesmo nos países de onde é natural e por todo o Extremo Oriente é muito cultivada para alimentar as culturas de bichos-da-seda. Por esta mesma razão, foi plantada fora da sua zona natural e encontra-se presente em praticamente todo o sul da Europa.
Em Portugal, foi introduzida como espécie ornamental um pouco por todo território continental, mas o seu cultivo foi incentivado para apoiar a produção de seda, que teve vários altos e baixos ao longo da história: a sericicultura terá sido impulsionada em Trás-os-Montes, no século XIII, desenvolveu-se depois nas Beiras e beneficiou de várias vagas de fomento que a levaram, já nos séculos XVIII e XIX, a muitas outras regiões portuguesas – incluindo às cidades de Lisboa e Porto. A última legislação portuguesa de fomento sericícola data de 1930.
A amoreira-branca é uma espécie de crescimento rápido, que consegue desenvolver-se em áreas alteradas e até degradadas pela atividade humana (chamam-lhe, por isso, ruderal) e desenvolve-se melhor em solos de textura ligeira, tolerando mal os terrenos demasiado húmidos ou compactos. É intolerante à sombra, mas tem boa resistência ao vento, ao frio e à secura.
A copa arredondada desta amoreira pode alcançar 12 a 15 metros de altura. As suas folhas caducas dispõem-se alternadamente ao longo dos ramos (folhas alternas) e têm uma forma oval, embora com uma base mais larga e com um pequeno recuo central que lembra um coração (ovadas a cordiformes). As margens são dentadas.
As flores, que surgem entre março e abril, são unissexuais, pequenas e agrupadas em cachos compactos (amentilhos). De cor esverdeada, os amentilhos masculinos e femininos distinguem-se essencialmente pela dimensão: cerca de três centímetros nas flores masculinas e metade nas femininas.
O artigo foi publicado originalmente em Florestas.pt.