
As barragens portuguesas libertaram, em apenas dois dias, um volume de água equivalente a três anos de consumo da Área Metropolitana de Lisboa, numa operação preventiva para evitar cheias descontroladas após a passagem da tempestade Kristin.
Segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), citada pelo Público, as descargas foram feitas de forma controlada para aumentar a capacidade de encaixe das albufeiras, numa altura em que os níveis de armazenamento estão elevados depois de vários anos de seca.
A sucessão de depressões nas últimas semanas, aliada à saturação dos solos, ao degelo na Serra da Estrela e aos efeitos dos incêndios do último verão, reduziu a margem de manobra na gestão das bacias hidrográficas, em particular em rios como o Mondego.
As autoridades alertam que a situação permanece delicada, com nova precipitação prevista nos próximos dias, e sublinham a necessidade de coordenação entre Proteção Civil, municípios, forças no terreno e Espanha, de onde têm origem vários dos principais rios portugueses.