BE questiona Governo sobre ponte submersa no Alto Tâmega

opulação e autarcas têm reclamado a reposição da ponte de arame que une as aldeias de Monteiros (Vila Pouca de Aguiar) e Veral (Boticas), que ficou submersa depois de a Iberdrola ter iniciado o enchimento da albufeira da barragem, inserida no Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET) em outubro de 2023.

Numa uma pergunta dirigida à ministra do Ambiente e Energia, através da Assembleia da República, e remetida hoje à agência Lusa, o deputado bloquista Fabian Figueiredo defendeu que é “fundamental que se construa uma nova ligação e que se encontre uma solução que vá ao encontro das exigências da população de Veral e Monteiros”.

O BE perguntou se o Ministério do Ambiente tem conhecimento da situação da ponte submersa, com impacto para a população, e que medidas vai o Governo, em parceria com as autarquias, tomar para que se garanta a ligação entre as duas localidades.

Quer ainda saber se o Governo vai exigir à concessionária a construção de uma nova ponte.

O Bloco considerou que, mais “do que uma simples infraestrutura de passagem, a ponte de arame assumiu um papel fundamental na vida económica e social de Veral e Monteiros”.

“Foi através dela que gerações de agricultores acederam às suas propriedades, transportaram produtos e mantiveram viva a ligação entre comunidades vizinhas que, de outra forma, ficariam separadas por longas distâncias”, pode ler-se na pergunta entregue no parlamento.

Desde o anúncio da construção da barragem do Alto Tâmega que a população luta pela ponte. À sua reivindicação juntaram-se os autarcas dos dois concelhos, tendo subscrito petições e feito manifestações.

O SET, concessionado à espanhola Iberdrola, é um complexo formado por três barragens e três centrais hidroelétricas: Alto Tâmega, Daivões e Gouvães.

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