Bruxelas: reflorestar fronteiras pela segurança nacional

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A comissária europeia do Ambiente , Jessika Roswall, defende que os países europeus devem ponderar a reflorestação das suas fronteiras terrestres com o objetivo de dissuadir tentativas de invasão territorial. “Investir na natureza e usá-la como um controlo de fronteira natural é necessário e, na verdade, aumenta a biodiversidade. É uma situação em que todos ganham”, disse, citada pelo The Guardian.

A comissária visitou as fronteiras terrestres da Polónia, próxima da aliada do Kremlin Bielorrússia, e da Finlândia, ‘vizinha’ da Rússia, que servem como exemplo para esta política de Bruzelas. “Transformaram o terreno num ambiente natural mais hostil, deixando arbustos e árvores. Assim, não é tão fácil atravessar”, disse Roswall ao jornal britânico, lembrando também a restauração de zonas húmidas, onde “é muito difícil para tanques grandes passarem”, proporcionando uma barreira natural.

Além de ameaças exteriores, Jessica Roswall defende que este plano também serve para os países lidarem com questões internas. Ao jornal inglês, a comissária defendeu que, por exemplo, a proteção de povoações contra inundações também deve ser vista como uma questão de segurança nacional. Para fazer face a fenómenos extremos como inundações ou secas, a alta funcionária apelou ao investimento em “soluções baseadas na natureza, como cidades-esponja”. “Isso também é uma questão de segurança. É mais um aspeto da segurança”, sublinhou.

A responsável pela pasta ambiental da Comissão Europeia defende que um ambiente natural próspero é fundamental para dois recursos fundamentais em questões de segurança interna: o abastecimento alimentar e a segurança híbrida. “Precisamos de investir na natureza . A água é o exemplo mais óbvio. Se não temos água, não temos segurança. Vejam a Ucrânia [onde a infraestrutura hídrica está sob ataque]. É crucial investir na infraestrutura e protegê-la”, rematou.

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