Carlos Courelas

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Desviamo-nos um pouco da história ou andámos demasiado depressa. Estávamos no PREC, em pleno Verão Quente, quando o jovem Carlos Courelas começou a trabalhar. Fun-dada em 1917, a Caixa de Pombal, nesses tempos revolucio-nários, funcionava apenas com dois trabalhadores num pequeno escritório. Foi mesmo um grande caminho.

A sua mulher acompanhou-o na aventura. Trabalhava numa caixa vizinha antes de ser transferida para Pombal. Tinha o curso comercial de contabilidade e gestão, mas não queria ficar por ali, achava de menos.

Licenciou-se em Direito e os sucessos de Carlos Courelas foram também os seus, a entrega de um foi a entrega do outro. Um caminho trilhado a dois.

Como o casamento.

O crescimento foi rápido.

Courelas beneficiou do crescimento da indústria em Pombal, o negócio das resinas teve um impacto enorme na transição da década de 1980 para a de 90. Uma enorme mudança em relação ao que encontrou em 1975 quando a cidade dependia de um setor primário onde se produzia, maioritariamente, trigo, milho, arroz e leite.

Um minifúndio que não era suficiente para que a economia crescesse e a Caixa deixasse de ser um projeto de águas para-das.

O peso crescente da indústria teve como consequência a multiplicação de serviços, o alargamento da atividade, o aumento dos empréstimos e dos balcões. Carlos começou por fazer serviço de caixa, mas em pouco tempo tornou-se responsável pela contabilidade. A partir de 1981, as caixas deixaram de estar sob alçada da Caixa Geral de Depósitos, e Pombal cresceu mais do que alguma vez alguém pensara possivel.

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