m comunicado, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo anunciou ter dado “início ao pagamento das compensações financeiras destinadas aos agricultores que sofreram prejuízos significativos na sequência dos incêndios que atingiram a região do Alentejo nos meses de julho e agosto de 2025”.
Estes apoios, enquadrados no Decreto-Lei n.º 98-A/2025, “materializam o compromisso do Estado com a proteção da atividade agrícola, a salvaguarda do rendimento dos produtores e a coesão territorial, assegurando uma resposta pública responsável, eficaz e orientada para o interesse geral”, acrescentou.
De acordo com a CCDR do Alentejo, “numa primeira fase, foram já apoiados 88 agricultores, correspondendo a um montante global de 541.674,08 euros”.
“Os restantes processos encontram-se em fase de acompanhamento prioritário, estando garantida a continuidade dos pagamentos até à conclusão integral do apoio às explorações afetadas”, pode ler-se no comunicado.
Contactado pela agência Lusa, o vice-presidente da Agricultura da CCDR do Alentejo, Roberto Grilo, precisou que, “no total, vão ser contemplados com apoios 111 agricultores da região”.
“Estes 88 foram os primeiros a receber os apoios”, que começaram a ser pagos “no início de dezembro passado”, indicou, explicando que “os pagamentos continuam a decorrer”, até estarem os 111 agricultores abrangidos.
Segundo Roberto Grilo, os agricultores a quem foram pagos os apoios financeiros sofreram prejuízos em incêndios ocorridos em Portalegre, Castelo de Vide, Avis e Nisa, no distrito de Portalegre, Cuba, Ferreira do Alentejo e Vidigueira, no distrito de Beja, e Grândola e Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.
Citado no comunicado, o vice-presidente da Agricultura da CCDR do Alentejo realçou que, “perante situações excecionais, o Estado tem o dever de agir com rapidez, rigor e sentido de justiça”.
“Estes pagamentos demonstram que o Estado cumpre no território, protege quem produz e responde às necessidades concretas das populações. A agricultura é um pilar estratégico da região e continuará a merecer uma atuação pública firme e responsável”, afiançou.
A CCDR do Alentejo destacou ainda o “papel fundamental dos municípios, cuja colaboração foi determinante na identificação dos prejuízos e na operacionalização do processo, refletindo uma atuação articulada entre a administração central, regional e local”.
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