Desastres naturais vão estar na mesa do Conselho de Agricultura da UE

anúncio foi feito pela ministra da tutela de Chipre, Maria Panayiotou, país que ocupa atualmente a presidência semestral do Conselho da UE.

Em 30 de março, data em que os responsáveis europeus pela Agricultura e Pescas se reunirão novamente, “teremos uma discussão dedicada sobre como gerir eficazmente a nossa resposta a catástrofes naturais e doenças animais, para garantir que os agricultores e as comunidades rurais recebam um apoio mais forte e oportuno”, disse a ministra.

Maria Panayiotou acrescentou também que “as recentes crises em Espanha, Portugal e Chipre mostram que os agricultores e as comunidades rurais enfrentam pressões crescentes e interligadas que exigem ação coordenada e solidariedade”.

Na segunda-feira, o ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, defendeu junto dos seus pares, em Bruxelas, a necessidade de haver “seguros acessíveis para todos” e “uma resposta rápida a calamidades”, insistindo na criação de um mecanismo europeu de resseguros, ponto que diz ser apoiado por outros Estados-membros e a Comissão Europeia.

Segundo fonte europeia, o comissário europeu para a Agricultura e Setor Alimentar, Christophe Hansen, garantiu então que o executivo comunitário está a trabalhar “em estreita colaboração” com o Banco Europeu de Investimento (BEI) “para avaliar as melhores respostas políticas”, sendo o resseguro é uma das vias consideradas.

“Um estudo liderado pelo BEI e pela Comissão está a analisar essa possibilidade”, referiu a mesma fonte, adiantando que “os resultados deverão estar prontos no verão”.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou em 15 de fevereiro.

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