Estudo | Revelada a complexidade da formação dos cloroplastos  

Créditos da imagem: CBGP

Uma revisão científica recente revela a elevada complexidade dos processos envolvidos na biogénese dos cloroplastos e levanta novas questões sobre a sua regulação espacial e temporal, bem como sobre mecanismos específicos de linhagem e de espécie.

Os cloroplastos são organelos essenciais das plantas e algas, responsáveis pela fotossíntese, e desenvolvem-se a partir de proplastídios presentes nas sementes durante a germinação e nas plântulas jovens quando expostas à luz. No entanto, estes plastídios não dão origem apenas a cloroplastos. Podem também diferenciar-se em cromoplastos, organelos especializados na acumulação de pigmentos amarelos e laranja, que conferem cor a frutos e flores.

De acordo com a investigadora Tamara Hernández-Verdeja, do Centro de Biotecnologia e Genómica de Plantas (CBGP), em Espanha, esta diferenciação é um processo altamente regulado e muito mais complexo do que aparenta. “Damos como adquirido que as plantas são verdes, os limões amarelos e os tomates vermelhos, mas isso resulta de uma transição molecular extremamente complexa, sobre a qual ainda sabemos muito pouco”, explicou Tamara Hernández-Verdeja.

Publicada na revista Journal of Experimental Botany, a revisão científica descreve os mecanismos moleculares atualmente conhecidos que regulam a formação e diferenciação de cloroplastos e cromoplastos, destacando simultaneamente as grandes lacunas de conhecimento que ainda persistem nesta área. Compreender melhor estes processos é fundamental para o avanço da biologia vegetal e poderá abrir caminho a novas ferramentas biotecnológicas.

Segundo o estudo, um conhecimento mais aprofundado da biogénese dos plastídios poderá contribuir para o desenvolvimento de estratégias inovadoras para enfrentar desafios globais, como as alterações climáticas, através da melhoria da eficiência fotossintética e da adaptação das plantas a condições ambientais adversas.

Leia o estudo aqui.

O artigo foi publicado originalmente em CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.


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