Filme das eleições de outubro no Brasil já tem ‘casting’ quase definido

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Lula e Flávio, entretanto, miram-se um ao outro com metáforas de efeito. “Lula é um Opala [carro antigo] velhão”, disse o candidato do PL. “Tive um Opala 94, era turbinado, se ele conhecesse o meu Opala não falava… Opala velho é o pai dele que até já está no desmanche”.

Com o atual presidente já com vice definido, os demais candidatos procuram agora alguém que os complete. No campo de Flávio fala-se na senadora Tereza Cristina, ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, para esvaziar a histórica ligação ao agronegócio de Caiado. Já Caiado, por ser de um estado, Goiás, fora dos grandes centros, prioriza alguém da região Sudeste, que concentra 43% da população do Brasil e é o motor económico do país, de preferência do segmento evangélico. 

Mas o candidato a vice dos sonhos de ambos é… Romeu Zema, que por ora garante correr por conta própria.

LULA DA SILVA (PT)

É candidato à reeleição e a um inédito quarto mandato. Lidera nas sondagens mas pode ser ultrapassado numa segunda volta se a direita se unir. Idade, 80 anos, e governo sem marca relevante são vistos como pontos fracos.

FLÁVIO BOLSONARO (PL)

Indicado pelo pai, espera herdar o espólio eleitoral – mais de 58 milhões de votos em 2022 – dele. Senador, tem 44 anos, nenhuma experiência executiva mas fama de menos radical da família Bolsonaro. Está em segundo nas sondagens.

RONALDO CAIADO (PSD) 

Veterano da direita brasileira, concorreu em 1989 nas primeiras eleições pós-redemocratização e volta a candidatar-se agora, aos 76, embalado por oito anos como governador muito bem avaliado de Goiás. Representa a “terceira via”.

ROMEU ZEMA (NOVO)

Vencedor surpresa das eleições de 2018 para o governo de Minas Gerais, segundo estado mais populoso do Brasil, reelegeu-se em 2022 e é hoje aprovado por mais de 60% dos mineiros. Empresário de 59 anos é quase um ultraliberal na economia.

RENAN SANTOS (MISSÃO)

Mais novo ainda do que Flávio, 42 anos, e mais liberal na economia ainda do que Zema, fundou o Movimento Brasil Livre, grupo que se destacou em manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff. Começa a pontuar nas sondagens.

ALDO REBELO (DC)

Ocupou um ministério no primeiro governo de Lula e três na presidência de Dilma mas com o tempo trocou o Partido Comunista do Brasil pela Democracia Cristã é hoje é um nacionalista de direita. Tem 70 anos.

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