Furtos de combustível mantêm-se elevados apesar da descida em postos de abastecimento

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Os furtos de combustíveis registados pela GNR desceram ligeiramente no ano passado, num total de 1.700, mas os assaltos de combustível em motas e máquinas agrícolas aumentaram em relação a 2024, indicou esta quinta-feira a corporação.

Em comunicado, a Guarda Nacional Republicana (GNR) alertou para os furtos de combustível numa altura em que têm vindo a assumir maior expressão devido ao aumento dos preços e de pressão sobre o rendimento das famílias.

A GNR referiu que no ano passado registou 1.700 furtos de combustíveis, menos 44 do que em 2024, uma descida “fortemente influenciada” pela redução dos furtos em postos de abastecimento, que passaram de 1.205 para 1.084 (menos 10,04%).

Esta força de segurança salientou que em sentido inverso se verificaram aumentos nos furtos de combustível em veículos motorizados, num total de 325, mais 46 do que em 2024, e em depósitos ou máquinas agrícolas e industriais, que totalizaram 290 no ano passado (mais 31).

40 detidos e 599 suspeitos em 2025

A GNR indicou igualmente que deteve no ano passado 40 pessoas por este tipo de crime, mais dois do que em 2024, realçando que se registou um aumento nos casos associados a depósitos ou máquinas agrícolas/industriais (de 10 detidos para 19), um número igual nos furtos em veículos motorizados (11 em ambos os anos) e a diminuição nos furtos em postos de abastecimento (de 16 detidos para 10).

Os suspeitos por furto de combustível identificados pela GNR também aumentaram no ano passado, passando de 561 em 2024 para 599 em 2025 (+38).

Os dados da GNR mostram também que os furtos de combustível registaram, no ano passado, as descidas mais significativas nos distritos de Lisboa (-25%), seguido de Aveiro (-21%), Faro (-20%) e Setúbal (-15%), enquanto os aumentos mais relevantes foram em Castelo Branco (+33%), Viana do Castelo (+30%), Santarém (+14%) e Leiria (+14%).

A corporação assinala que há variações percentuais muito significativas, como é o caso do distrito de Bragança (+50%) e Guarda (+80%), o que exige “uma resposta diferenciada e ajustada às especificidades locais”.

De acordo com a GNR, o período da tarde é aquele que concentra o maior número de furtos de combustível e, em sentido inverso, a madrugada apresenta o menor número de registos.

No comunicado, a GNR recomenda a adoção de diversas medidas de segurança, nomeadamente o reforço de sistemas de videovigilância nas bombas de gasolina, estacionamento das motas em parques vigiados e iluminados e os proprietários de máquinas agrícolas e industriais devem evitar deixar os veículos ou a maquinaria em locais isolados ou sem iluminação durante períodos prolongados.

Veja a reportagem na SIC Notícias.


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