Galardão “Empresa de Vinhos Generosos do Ano” atribuído à Real Companhia Velha

A Real Companhia Velha, a mais antiga empresa portuguesa, com atividade ininterrupta desde 1756 – e que vai celebrar 270 anos no dia 10 de setembro – está de parabéns antecipados, uma vez que acaba de arrecadar o troféu de Empresa de Vinhos Generosos, atribuído nos Prémios Os Melhores do Ano 2025 da revista Grandes Escolhas. Um galardão que destaca o trabalho de gerações, apresentados ao público no último ano sob a forma de uma nova edição do Quinta das Carvalhas Porto Tawny 50 Anos (225) e da estreia do Tawny 80 Anos, com origem na mesma propriedade. 

Para receber o Prémio, na noite de sexta-feira, dia 06 de março de 2026, subiram ao palco Tiago (Diretor e Blender de Vinho do Porto) e Vasco Silva Reis (Diretor Comercial), dois dos representantes da mais nova geração da família no rumo da Companhia. “Trabalhamos todos os dias em prol do Vinho do Porto, para honrar um legado e esta categoria de vinho tão maravilhosa e tão única. Este prémio reconhece ainda o trabalho contínuo desenvolvido na promoção do Vinho do Porto e a responsabilidade que assumimos na preservação e valorização deste património tão singular.”, afirmou Tiago Silva Reis. 

Segundo o crítico de vinhos João Paulo Martins, que assinou o texto que enquadra este prémio, “as mais antigas casas de Vinho do Porto são sempre depositárias de grandes stocks de vinhos velhos, vinhos de gerações, vinhos de lavradores, símbolos de eras antigas. A [Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, frequentemente conhecida como] Real Companhia Velha [desde 1960] é uma dessas empresas e os apreciadores têm agora acesso a vinhos fabulosos, verdadeiros tesouros escondidos. A Real Companhia Velha é um caso paradigmático de empresa, que resulta da união de várias companhias e conserva, hoje, um carácter familiar. Os Silva Reis compraram a empresa Miguel de Souza Guedes em 1953 (e com ela a Quinta das Carvalhas) e, em 1960, a Real Companhia Velha. Com a aquisição da Real Vinícola, em 1963, a empresa tornou-se um gigante, mas não deixou de ser familiar. Atualmente, já há uma nova geração de Silva Reis empenhada na continuação deste legado. E o legado inclui muitos e extraordinários vinhos velhos que pudemos apreciar em 2025, tawnies que desafiam o tempo e revelam toda a apetência que o Vinho do Porto pelo “sono em cave”. Pedro Silva Reis, CEO da empresa, ainda que nunca escondendo o seu gosto pelo Vinho do Porto e pela arte do blend, tem mostrado total abertura a novos rumos, nomeadamente nos DOC Douro, deixando, à nova geração, o poder de decisão sobre novos produtos e novas experiências, com base em uvas de várias quintas, sempre “abençoadas” pela mão segura de Álvaro Lopes e o “nariz” apurado do enólogo Jorge Moreira. O portefólio dos vinhos velhos é muito completo, de que são bom exemplo os tawnies 50 e 80 anos provados, bem como o Very Old Tawny que não nos saem da memória. A conservação destes vinhos muito velhos reveste-se de grande dificuldade e um provador tem de ser formado ao longo de muitos anos. Não é assunto que se aprenda na Faculdade. E é esse saber antigo que as atuais empresas do sector têm de ser capazes de assegurar para as gerações futuras. A Real Companhia Velha já está a trabalhar nesse assunto. Pedro Silva Reis tem mostrado uma disponibilidade e uma abertura ao diálogo com a imprensa que é de registar: abre as portas, abre os livros, mostra os “segredos” e a conversa flui. Assim deveria ser sempre e na Real já é!”.

O artigo foi publicado originalmente em Gazeta Rural.


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