
Da América do Sul, destacam-se os fotógrafos brasileiros Priscila Ribeiro, com “Um Território de Esperança”, projeto dedicado “aos desafios da habitação no Brasil”, e Eduardo Anizelli, para o jornal Folha de S. Paulo, com uma reportagem sobre a violência policial nas favelas do Rio de Janeiro.
A imagem de Prisciba Ribeiro, que testemunha a fragilidade de um espaço habitacional, celebra ao mesmo tempo “temas universais como a família, a comunidade e o amor”, segundo o júri.
“Através de um retrato afetuoso e íntimo de uma avó a cuidar dos seus netos, a foto transmite alegria, união e a resiliência quotidiana de famílias que vivem em condições precárias“, lê-se na apreciação do júri.
Deste continente contam-se também imagens de protestos na Argentina, contra o presidente Javier Milei, por Tadeo Bourbon, para a revista das consequências devastadoras do uso de agroquímicos na agricultura, por Pablo E. Piovano, num trabalho para as fundações Manuel Rivera Ortiz e Philip Jones Griffi; dos “Manacillos”, festas tradicionais de comunidades afrodescendentes, por Ever Andrés Mercado Puentes; e a tristeza de “crianças que crescem sem pais”, na Colômbia, por Ferley A. Ospina.
A crise humanitária de Gaza, em fotografias de Saber Nuraldin, para a EPA Images, e de Saher Alghorra, para o , a situação das mulheres no Afeganistão, de Elise Blanchard, para a revista , e do Diego Ibarra Sánchez, estão entre os testemunhos do Médio Oriente.
A guerra no Sudão, por Abdulmonam Eassa, para o jornal a impacto da poluição no Egito, por Mohamed Mahdy, para o Programa Árabe de Documentário Fotográfico; o abate de um elefante no Zimbabwe, captado por Halden Krog, para o os protestos da Geração Z em Madagáscar, por Luis Tato, para a AFP; e alunas de dança numa escola da África do Sul, por Ihsaan Haffejee, contam-se entre as fotografias que permitem perceber as muitas realidades de África.
Da Ásia e Oceania chegam fotografias das manifestações no Nepal, por Narendra Shrestha, para a EPA Images; do incêndio no condomínio de Hong Kong que causou 128 mortos, por Tyrone Siu, para a Reuters; do atentado de Bondi, na Austrália, por Edwina Pickles, para o e do impacto das alterações climáticas, nas Filipinas, por Aaron Favila, para a Associated Press.
Na Europa, domina a violência da guerra na Ucrânia, em imagens como as de Evgeniy Maloletka, para a Associated Press, e de David Guttenfelder, para o , assim como dos incêndios no sul do continente, através da reportagem de Brais Lorenzo, para a Efe e o jornal .
Há também testemunho das condições de envelhecimento da população, no projeto de Sanna Sjöswärd, para o jornal sueco , e do uso da inteligência artificial, no projeto “”, de Paula Hornickel.
O prémio World Press Photo foi criado em 1955 pela fundação homónima e sem fins lucrativos, sediada em Amesterdão, com o objetivo de distinguir, todos os anos, fotografias que dão a conhecer momentos que marcam a atualidade e que se repercutem com consequências à escala global.
Na edição de 2025, a fotógrafa portuguesa Maria Abranches esteve entre os 42 vencedores regionais, com a reportagem “Maria”, dedicada a uma empregada doméstica e cuidadora.