IA | Pythia: inteligência artificial aliada à edição genética promete terapias mais seguras

Imagem tridimensional que mostra a produção de uma proteína fluorescente vermelha num girino. O gene que a produz é ativado apenas nas células do músculo. Créditos da imagem: Thomas Naert, Universidade de Zurique.

Ferramenta desenvolvida por cientistas combina IA com tecnologias de edição genética e abre novas possibilidades para o estudo de doenças.

Uma equipa internacional de investigadores, liderada pela Universidade de Zurique, na Suíça, desenvolveu um novo método de edição genética que combina inteligência artificial (IA) com tecnologias avançadas de edição de ADN. A ferramenta, batizada Pythia, promete acelerar o desenvolvimento de terapias génicas mais seguras e melhorar a forma como os cientistas modelam doenças em laboratório.

Para demonstrar o potencial desta abordagem, os cientistas aplicaram a tecnologia em girinos, ativando de forma controlada o gene responsável pela produção de uma proteína fluorescente vermelha. O resultado foi uma visualização tridimensional inédita da proteína a formar-se dentro das células musculares — um “mapa luminoso” que revela, em detalhe, onde e quando um gene é ativado.

De acordo com os investigadores, esta combinação entre IA e edição genética permitirá compreender melhor os mecanismos que regulam a expressão dos genes e testar, com maior precisão, novas terapias para doenças musculares ou de origem genética.

Leia o estudo no site da Universidade de Zurique.

O artigo foi publicado originalmente em CiB – Centro de Informação de Biotecnologia.


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