
O Auditório do IAPMEI, em Lisboa, acolhe no dia 12 de Março, a partir das 9h00, o II Congresso CropLife Portugal, subordinado ao tema “Mitos não alimentam” e com o objectivo de «desconstruir preconceitos e promover um diálogo aberto e baseado em evidência científica sobre produção segura de alimentos», como foco na Europa. Este evento está organizado em três painéis temáticos – “Mitos e percepções da alimentação”, “Desafios regulamentares e impacto na produção agrícola”, “Visão para o futuro da agricultura e alimentação” -, cada um com apresentações e mesas-redondas.
«A agricultura é a base da segurança alimentar, do desenvolvimento rural, da sustentabilidade ambiental e fundamental para a coesão do território», afirma a CropLife Portugal. Contudo, diz a entidade, «os consumidores mais distantes dos meios rurais ainda acreditam em mitos, desconhecendo a complexidade dos diferentes modos de produção agrícola e os desafios reais que os agricultores enfrentam diariamente para garantir alimentos seguros, de qualidade e a um preço acessível».
O evento conta com a presença, entre outros, de Olivier de Matos, director geral da CropLife Europe, de Maurício Marques, membro da Comissão Parlamentar de Agricultura e Pescas, de Assunção Cristas, ex-ministra da Agricultura e do Mar. Segundo a CropLife Portugal, a segunda edição do congresso visa promover um diálogo «aberto e baseado em evidência científica» sobre desafios da protecção das culturas, percepções públicas em torno da alimentação e o enquadramento das políticas europeias com impacto na produção agrícola.
Assim, a organização pretende colocar em discussão as consequências práticas da retirada de substâncias activas consideradas essenciais para a protecção fitossanitária, a escassez de alternativas eficazes e o potencial efeito na produtividade agrícola e na disponibilidade de alimentos, com base nos resultados do Estudo de Impacto da CropLife Portugal, apresentado em 2025. Recorde-se que o Estudo de Impacto 2025 avaliou a retirada de 44 substâncias activas e os efeitos esperados dessa retirada em oito fileiras – vinha para vinho, olival para azeite, milho, tomate de indústria, pêra Rocha, maçã, arroz e batata -, com estimativas que «apontam para perdas relevantes de rendimento associadas à quebra de produtividade e ao aumento de custos de produção».
A CropLife Portugal refere que, entre os temas em destaque nesta segunda edição do Congresso, está a leitura crítica de políticas europeias recentes que, apesar de incluírem objectivos como simplificação, inovação e apoio ao sector, são percepcionadas por parte dos intervenientes como criando regras mais restritivas e menos ajustadas à realidade produtiva, com reflexos na competitividade da agricultura europeia». Neste contexto, a entidade recorda que «a Comissão Europeia tem vindo a enquadrar a “Visão para a Agricultura e Alimentação” como um roteiro para reforçar a competitividade e a atractividade do sector agroalimentar, com horizonte de longo prazo».
Pode consultar aqui mais informações sobre o II Congresso CropLife Portugal, incluindo o programa. No mesmo site pode efectuar a inscrição neste evento.
O artigo foi publicado originalmente em Revista Frutas Legumes e Flores.
