Incubadora de luso-brasileiro celebra ano de “crescimento, impacto e afirmação” com “forte aposta” na imigração e nos jovens desde Lisboa

“A Sheree – The Startup Place encerra 2025 com um balanço marcado por avanços consistentes na capacitação de empreendedores, na incubação de projetos inovadores e na afirmação da sua dimensão internacional”. É esta a avaliação de Higor Ferro Esteves, luso-brasileiro responsável pela incubadora localizada em Lisboa, que aposta na formação e no empreendedorismo, sobretudo junto do público jovem e imigrante residente em Portugal, como forma de valorizar o país.

Segundo apurámos, ao longo do ano, a incubadora desenvolveu um conjunto alargado de iniciativas que consolidaram a sua missão de transformar ideias em negócios sustentáveis, com “impacto social, inovação prática e ligação efetiva ao mercado”, envolvendo empreendedores, especialistas, investidores e parceiros institucionais num ecossistema “ativo e colaborativo”.

Entre os principais resultados do ano destaca-se a realização do Sheree Bootcamp, programa intensivo e gratuito que reuniu 25 empreendedores em três dias de imersão dedicados à estruturação de ideias, finanças, desenvolvimento digital e apresentação de projetos. A iniciativa traduziu-se na seleção de startups para incubação e na criação de parcerias entre participantes, reforçando o compromisso da Sheree com o apoio prático a projetos em fase inicial.

“O bootcamp mostrou que quando juntamos conhecimento acessível, mentoria e comunidade, conseguimos acelerar ideias com potencial real de mercado”, afirmou Higor Ferro Esteves, sublinhando que o foco esteve sempre na aplicação concreta do conhecimento.

“protocolo de cooperação”

A internacionalização assumiu igualmente um papel central nos resultados de 2025, com a assinatura e consolidação do protocolo de cooperação com a University of Saint Joseph, de Macau. Esta parceria estratégica visa criar pontes entre a Europa, a Ásia e os países lusófonos, promovendo a mobilidade de startups, talento e conhecimento. A colaboração traduziu-se em encontros institucionais e participação conjunta em fóruns internacionais, reforçando o posicionamento da Sheree enquanto incubadora com visão global.

“A ligação a Macau permite-nos pensar o empreendedorismo português numa lógica verdadeiramente internacional, sobretudo no espaço lusófono”, referiu este responsável.

A presença ativa em eventos nacionais de referência, como o IncubX e a SIM Conference, colocou a Sheree em diálogo com mais de uma centena de incubadoras e stakeholders do ecossistema de inovação português, permitindo a troca de experiências sobre financiamento, políticas públicas e cooperação entre estruturas de apoio ao empreendedorismo. Este contacto direto com o setor contribuiu para reforçar a rede institucional da incubadora e a sua visibilidade a nível nacional.

No plano da comunicação e criação de conteúdo, o lançamento do podcast Sheree Talks constituiu outro marco de 2025. O programa trouxe para o debate temas como comportamento do consumidor, migração, adaptação de marcas a novos mercados, transformação de setores tradicionais e o papel das incubadoras no desenvolvimento económico, através de conversas com especialistas e empreendedores. A iniciativa reforçou a proximidade da Sheree com a comunidade e a sua aposta na partilha de conhecimento aplicado.

“Em termos de resultados diretos, a Sheree encerra o ano com mais de 15 startups incubadas ativamente e três novos projetos em fase de negociação para entrada no programa, abrangendo áreas como tecnologia, turismo, comunicação, e-commerce, saúde e inovação social. Para além do espaço físico, a incubadora assegura acompanhamento estratégico, mentoria especializada, formação contínua e acesso a uma rede de contactos e parceiros. O nosso objetivo é criar condições para que cada projeto evolua com estrutura, visão e ligação ao mercado”, destacou Higor Ferro Esteves.

“Com este percurso, a Sheree – The Startup Place fecha 2025 afirmando-se como um espaço estratégico, inclusivo e orientado para a ação, onde ideias encontram ferramentas, comunidade e acompanhamento para se transformarem em negócios sustentáveis, reforçando o seu papel no ecossistema empreendedor português”, finalizou o responsável pela incubadora.

O artigo foi publicado originalmente em Gazeta Rural.


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