Mais de 60 vias em Santarém afetadas com submersões e abatimentos

o concelho de Santarém, permanecem submersas a Estrada Nacional (EN) 365-4 na Ponte de Alcaides, a Ponte do Alviela (EN365), entre Pombalinho e Vale de Figueira, mantendo-se igualmente inundado o cais de embarque da Ribeira de Santarém.

Em Pernes, continuam submersas a Estrada do Livramento e a Ponte da Ribeira de Pernes, registando-se ainda a cedência de talude na estrada de acesso ao centro histórico pela zona de Alfange.

No Cartaxo, permanecem inundadas a EN114-2 entre Setil e a Ponte do Reguengo e a EN3-2 entre a mesma ponte e Valada.

No concelho de Coruche, além do galgamento das margens do rio Sorraia, continuam submersos várias ligações às EN114, EN251 e EN119, registando-se igualmente o abatimento do tabuleiro da antiga Ponte da Escusa.

Em Salvaterra de Magos, mantém-se submersas a Estrada do Paúl, entre Marinhais e Foros de Salvaterra, enquanto na Golegã, persistem condicionamentos na Estrada Municipal (EM) 572 entre São Caetano, Quinta da Cardiga e Vila Nova da Barquinha, onde uma ponte se encontra sinalizada em risco de colapso.

Em Vila Nova da Barquinha, continuam totalmente submersos o parque de estacionamento e o cais do Almourol, e, no concelho de Alpiarça, permanecem cortadas a EN368 entre Alpiarça e a localidade da Tapada.

Em Rio Maior, subsistem submersões na ligação São João da Ribeira–Laroujo, registando-se ainda inundações em múltiplas vias do concelho, ao passo que na Chamusca mantém-se interditada a ligação fluvial Arripiado–Tancos. 

No concelho de Azambuja, permanece isolada a localidade de Carvalhos/Manique do Intendente, mantendo-se interdito o acesso à Maçussa devido a troços submersos.

Em Benavente, mantém-se submersa a EM1456 (Benavente–Reta do Cabo) e, no concelho de Almeirim, continuam cortados dois troços entre a Ponte de Benfica do Ribatejo e a EN114 devido à presença de lençóis de água.

Em Abrantes, mantém-se parcialmente inundada a estação de canoagem de Alvega, na zona verde, ao passo que em Constância, continua submerso o parque de estacionamento ribeirinho.

Em Torres Novas, mantém-se submersa a EM570, com a Quinta do Paul do Boquilobo isolada, e, no concelho de Sardoal, permanece inundada a área de lazer da Lapa, na margem esquerda.

Em Alcanena, continua submersa a estrada entre Olhos de Água e o Carsoscópio.

A Proteção Civil alerta para a possibilidade de agravamento das inundações urbanas, cheias por transbordo, instabilidade de vertentes e formação de lençóis de água, admitindo a hipótese de novas interdições rodoviárias caso se mantenham os caudais elevados debitados pelas barragens da bacia do Tejo nas próximas horas.

As autoridades recomendam que sejam retirados equipamentos e bens de zonas inundáveis, salvaguardados os animais, evitada a travessia de vias alagadas e que a população se mantenha informada através de canais oficiais.

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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