
O acordo com a Mercosul é o assassinato da agricultura europeia, totalmente orquestrado pela UE.
A mesma União Europeia que limita a produção agrícola a quotas; que impõe um enorme número de licenças, certificados, regulamentações e condições produtivas; vem agora fazer um acordo com um bloco económico que não faz nada disso, facilitando-lhes a entrada no mercado.
Os injustiçados são os produtores europeus, que vêem-se numa competição injusta. Ou a UE impõe os mesmos critérios aos produtores sul-americanos, ou liberta os produtores europeus das responsabilidade extras que têm em comparação aos demais.
Cada vez a Europa tem mais razões para procurar diminuir a sua dependência dos outros e evoluir produtivamente, mas os burocratas de Bruxelas não acompanham as necessidades do continente, e governam da forma mais contraproducente possível. Estamos perante uma das maiores autossabotagens da década.
A Europa não precisa de novos acordos agrícolas intercontinentais, mas sim de flexibilizar as condições para o seu setor primário poder florescer.