
O presidente da Câmara de Odemira, Hélder Guerreiro, estima em mais de 80 milhões de euros ose prejuízos causados em várias infraestruturas do concelho pelo mau tempo registado no final de janeiro e início de fevereiro, defendendo a inclusão deste município na situação de calamidade.
“Neste momento, estamos acima dos 80 milhões de euros de prejuízos globais” em várias infraestruturas municipais e nacionais e também no setor agrícola, explica o autarca.
Segundo Hélder Guerreiro, o montante global foi apurado por uma Equipa de Missão, criada recentemente, em parceria com as juntas de freguesia, o setor privado e outros agentes envolvidos.
Além do setor agrícola, “que reportou 30 milhões” de euros de danos, o autarca precisa que foram também afetadas várias “estruturas municipais”, como “estradas, pavilhões, infraestruturas ribeirinhas associadas ao rio [Mira] e dos portinhos de pesca” do concelho, num montante de “35 milhões de euros”.
Também “a rede rodoviária nacional” que atravessa o concelho terá sofrido “prejuízos muito próximos dos 10 milhões de euros”, estima o autarca de Odemira, concelho onde o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil esteve ativado entre os dias 4 e 20 de fevereiro.
Além do setor agrícola, “que reportou 30 milhões” de euros de danos, o autarca precisa que foram também afetadas várias “estruturas municipais”, como “estradas, pavilhões, infraestruturas ribeirinhas associadas ao rio [Mira] e dos portinhos de pesca” do concelho, num montante de “35 milhões de euros”.
O autarca defende ainda uma avaliação do “canal condutor geral”, que faz a ligação entre a albufeira de Santa Clara e as estações de tratamento de água (ETA), que também sofreu “danos muito consideráveis”, tendo ficado obstruído “durante mais de uma semana”.
“Ainda assim não se conhece a dimensão dos danos” nesta infraestrutura, “que é absolutamente crítica para 30 mil pessoas [e] para uma atividade produtiva [agrícola] que gera mais de 300 milhões de euros de exportações por ano”, alerta.
Por isso, Hélder Guerreiro diz não compreender o motivo pelo qual o concelho de Odemira, que contabiliza “perto de 20” pessoas deslocadas, e “duas definitivamente desalojadas”, ainda não está incluído na lista de municípios em situação de calamidade.
“Se Odemira não passou por uma calamidade, então não sei o que é de facto uma calamidade”, enfatiza o autarca, que revelou ter enviado o primeiro pedido ao Governo para inclusão na lista de municípios nesta situação no início de fevereiro, o que coincidiu com a demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral.