
O ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, afirmou esta segunda-feira que Portugal vai procurar garantir o montante máximo disponível da reserva agrícola europeia para fazer face aos danos causados pelo mau tempo. O Comissário europeu da Agricultura chega hoje ao país e visita amanhã as áreas afetadas.
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Durante uma deslocação a Alcácer do Sal, o governante explicou que esta é a primeira vez que Portugal aciona a Reserva Agrícola para Crises para responder a catástrofes naturais, sublinhando que o objetivo é assegurar o maior apoio possível no quadro europeu.
“A Reserva Agrícola para Crises é a primeira vez que Portugal aciona para as catástrofes naturais. São 450 milhões de euros por ano para 27 Estados-membros e, normalmente, para esta situação de calamidades, disponibilizam cerca de 150 milhões de euros a dividir por 27. No entanto, nós forçaremos para termos um máximo, em termos deste montante.”
Os prejuízos ainda estão a ser contabilizados, mas o ministro reconhece que os valores são elevados. Segundo indicou, a previsão aponta para cerca de três milhões de euros apenas para a recuperação de um canal, num investimento que não será definitivo, uma vez que a intervenção estrutural exigirá verbas superiores.
“Ficámos a saber que a previsão é de cerca de 3 milhões de euros no que diz respeito à recuperação de um canal, mas uma recuperação, grosso modo, uma recuperação que não será a definitiva, porque o investimento será superior em termos da necessidade. Também aproveito para lançar um apelo é para as pessoas sinalizarem os prejuízos. Há muito prejuízo que não está sinalizado.”
O governante apelou ainda aos agricultores para que comuniquem todos os danos, mesmo nos casos em que não estejam abrangidos pelos chamados Concelhos de Calamidade, explicando que a sinalização é essencial para avaliar a dimensão real do impacto.
“Nós incentivamos as pessoas, mesmo que não estejam nos Conselhos de Calamidade, para fazerem essa sinalização. Nos Conselhos de Calamidade, aquilo é logo uma candidatura. Nos outros, é apenas neste momento uma sinalização e veremos qual é a solução para que, como já disse o Primeiro-Ministro Luís Montenegro, ninguém fique para trás e todos sintam no fundo aquilo que é a solidariedade nacional que é obrigatória.”
Entretanto, 80 empresas agrícolas já solicitaram apoio para reforço de tesouraria. Segundo José Manuel Fernandes, existem medidas em vigor que poderão ainda ser reforçadas, à medida que forem conhecidos dados mais detalhados sobre os prejuízos registados.