“Mitos Não Alimentam”: CropLife Portugal promove debate em Lisboa sobre proteção das culturas, perceções dos consumidores e competitividade agrícola

image005A CropLife Portugal realiza no próximo 12 de março de 2026 o “II Congresso CropLife Portugal – Mitos Não Alimentam”, no Auditório do IAPMEI, em Lisboa, com o objetivo de promover um diálogo “aberto e baseado em evidência científica” sobre desafios da proteção das culturas, perceções públicas em torno da alimentação e o enquadramento das políticas europeias com impacto na produção agrícola.

A organização pretende colocar em discussão as consequências práticas da retirada de substâncias ativas consideradas essenciais para a proteção fitossanitária, a escassez de alternativas eficazes e o potencial efeito na produtividade agrícola e na disponibilidade de alimentos, com base nos resultados do Estudo de Impacto da CropLife Portugal (2025).

O congresso está organizado em três painéis temáticos. A sessão de abertura contará com intervenções de Felisbela Torres de Campos, presidente da CropLife Portugal, e de José Pulido Valente, presidente do IAPMEI.

O Painel 1 centra-se em “Mitos e perceções da alimentação”, incluindo a apresentação de um estudo da DECO PROteste aos consumidores, com moderação do jornalista Luís Ribeiro, e a participação de entidades ligadas a consumidores, nutrição, distribuição e produção agrícola.

No Painel 2, dedicado a “Desafios regulamentares e impacto na produção agrícola”, está prevista a participação de Ana Paula Garcia (DGAV) e intervenções sobre o enquadramento regulatório e tendências tecnológicas, incluindo aplicações com aeronaves não tripuladas.

O Painel 3 aborda a “Visão para o futuro da Agricultura e Alimentação”, com keynote de Assunção Cristas (Nova School of Law) e a presença de representantes europeus e nacionais do setor, incluindo Farm Europe, CropLife Europe, organizações setoriais e decisores políticos. 

Entre os temas em destaque está a leitura crítica de políticas europeias recentes que, apesar de incluírem objetivos como simplificação, inovação e apoio ao setor, são percecionadas por parte dos intervenientes como criando regras mais restritivas e menos ajustadas à realidade produtiva, com reflexos na competitividade da agricultura europeia. A Comissão Europeia tem vindo a enquadrar a “Visão para a Agricultura e Alimentação” como um roteiro para reforçar a competitividade e a atratividade do setor agroalimentar, com horizonte de longo prazo.

O debate apoia-se também no Estudo de Impacto 2025 da CropLife Portugal, que avalia a retirada de 44 substâncias ativas e os efeitos esperados em oito fileiras — vinha para vinho, olival para azeite, milho, tomate de indústria, pera rocha, maçã, arroz e batata —, com estimativas divulgadas publicamente que apontam para perdas relevantes de rendimento associadas à quebra de produtividade e ao aumento de custos de produção.

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O artigo foi publicado originalmente em Rede Rural Nacional.


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