
O Ministério Público de Moura acusou Sanches Cardas e o filho, Orlando Cardas, da morte de António Cardas, de 45 anos, filho e irmão mais novo dos arguidos, noticiou o Jornal de Notícias. O caso remonta ao dia 10 de junho de 2025 e terá ocorrido no acampamento do Baldio das Ferrarias, localizado na freguesia de Amareleja, no concelho de Moura.
De acordo com o mesmo jornal, para além da acusação por homicídio qualificado, Orlando Cardas, de 34 anos, será julgado pela posse e posterior detenção de arma proibida, ofensa à integridade física qualificada e ameaça agravada. Já Sanches Cardas, de 68 anos, responde igualmente pelo crime de detenção de arma proibida.
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Segundo as autoridades, o crime aconteceu “num contexto de uma discussão, motivada por negócios de gado, entre familiares, pai e dois filhos”.
O Jornal de Notícias acrescentou que antes do disparo que viria a ser mortal, António Cardas terá sido alvo de agressões por parte do irmão Orlando. Inicialmente, este recorreu a uma forquilha e, de seguida, a vários objetos metálicos e agrícolas, incluindo um eixo de roda e uma pá, com os quais atingiu a vítima em diferentes zonas do corpo.
Após a agressão, Orlando foi buscar uma espingarda e entregou-a ao pai, instigando-o repetidamente a disparar contra António. Sanches acabou mesmo por efetuar o disparo. “A vítima foi alvo de um disparo de arma de fogo, caçadeira, no abdómen, provocando lesões que ditaram a sua morte”, adiantou a PJ.
Depois do disparo, referiu a força de segurança, o filho do homicida ainda foi socorrido por familiares, que o “transportaram ao centro da vila”, tendo então a GNR ativado o serviço de emergência médica, que acabou por declarar o óbito.
Enquanto decorriam as tentativas de socorro, pai e filho colocaram-se em fuga, ocultando a arma utilizada no crime. Dois dias depois foi detido a dez quilómetros de Amareleja, onde se encontrava escondido entre fardos de palha.