O momento em que a Força Aérea mostra as zonas afetadas pelo mau tempo

Força Aérea portuguesa tem estado no terreno a apoiar as populações afetadas em várias regiões do país após a passagem da depressão Kristin, tendo “duplicado o dispositivo de alerta”.

Nas imagens, é possível ver várias zonas completamente alagadas, com estradas submersas e a água muito perto de habitações.

“Uma tripulação da Esquadra 552 da Força Aérea, acompanhada por Fuzileiros, realizou um sobrevoo de reconhecimento visual na zona envolvente ao Rio Vouga, entre a Ria de Aveiro e a barragem de Ermida”, refere o comunicado enviado às redações esta quarta-feira.

Esta “missão conjunta permitiu recolher informação crítica sobre áreas densamente afetadas por cheias e em situação de perigo, reforçando a capacidade de resposta integrada das Forças Armadas no apoio às autoridades civis e às populações”.

Veja o vídeo acima.

A Força Aérea dá ainda conta que estão “empenhados dois helicópteros AW119 Koala, um dedicado à monitorização das zonas mais afetadas, em apoio à E-Redes e ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, e outro vocacionado para a vigilância e deteção de cheias”.

Note-se também que a Base Aérea N.º 5 (BA5), em Monte Real, Leiria, continuam a ser distribuídas refeições e é dada a possibilidade de banhos quentes e carregamento de telemóveis, além de outros apoios solicitados pelos cidadãos, tanto presencialmente como através das redes sociais da Força Aérea.

Notícias ao Minuto © Força AéreaMantém-se ainda “o apoio na cedência e aplicação de lonas, na disponibilização de geradores e na remoção de destroços das vias públicas”.

Por outro lado, o “Centro de Operações Espaciais da Força Aérea intensificou a recolha e análise de informação espacial, que complementada com as imagens recolhidas pelas aeronaves, apoiam as operações de resposta imediata e as ações de recuperação após os efeitos da depressão Kristin”.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Leia Também: Força Aérea sobrevoa zonas afetadas por cheias. Veja as imagens

Continue a ler este artigo no Notícias ao Minuto.


Publicado

em

,

por

Etiquetas: