
A instabilidade geopolítica atingiu um patamar crítico com o agudizar do conflito armado que opõe diretamente os Estados Unidos da América e Israel ao regime do Irão no Médio Oriente. O espetro real de uma escalada militar sem precedentes no mundo leva muitos cidadãos a questionarem quais seriam os países perfeitos para escapar a uma eventual guerra de destruição total. A constatação de que temos Portugal de fora da lista vital de locais verdadeiramente seguros obriga as populações a olharem para geografias muito distantes do velho continente.
A resposta para este cenário de pesadelo aponta para territórios isolados pela força da própria natureza e com uma elevadíssima capacidade de autossuficiência interna. A Nova Zelândia e a Islândia encabeçam as preferências de segurança global devido às suas características insulares muito específicas. O isolamento marítimo extremo transforma estas duas ilhas em fortalezas naturais contra a propagação de radiações nucleares e o avanço terrestre de tropas inimigas.
A informação é avançada pelo Índice Global da Paz, um relatório anual de referência internacional elaborado pelo Instituto para a Economia e a Paz que avalia os níveis de segurança das nações. A organização compila e analisa múltiplos dados estatísticos para apurar quais as nações mais bem preparadas para resistir a um cataclismo bélico à escala planetária.
A ilusão da segurança nacional
O território lusitano não reúne as condições geográficas e estratégicas necessárias para garantir a sobrevivência isolada da sua população num cenário de guerra aberta entre potências. A presença contínua de bases militares estrangeiras e a integração ativa na aliança atlântica colocam o país no mapa de eventuais alvos táticos a abater.
Indica a mesma fonte que a proximidade com o principal palco de operações bélicas e com as movimentadas rotas marítimas europeias anula qualquer vantagem geográfica de momento. A segurança total exigida por um embate global requer uma autossuficiência alimentar e energética que poucas nações da Europa conseguem atualmente assegurar de forma totalmente independente.
O domínio absoluto dos países insulares
O modelo de sobrevivência sem falhas encontra-se a milhares de quilómetros de distância de qualquer zona de instabilidade ativa ou de disputas territoriais intensas pelo controlo de recursos. A Nova Zelândia surge como o santuário de eleição devido à sua enorme capacidade de produção agrícola interna e à sua reduzida densidade populacional.
Explica a referida fonte que a Islândia partilha destas vantagens insulares com o enorme acréscimo de possuir fontes de energia geotérmica naturais e virtualmente inesgotáveis. Esta autonomia energética absoluta permite manter as infraestruturas críticas do país a funcionar de forma plena mesmo com as fronteiras físicas e o comércio internacional totalmente encerrados.
A fortaleza europeia de montanha
Apesar da vulnerabilidade militar e estrutural geral do continente europeu, existe uma exceção montanhosa que se preparou durante décadas para um eventual colapso civilizacional à sua porta. A Suíça mantém a sua posição de estrita neutralidade histórica de forma inabalável face às tensões atuais no eixo americano e israelo-iraniano.
O país helvético dispõe de uma vasta rede governamental de abrigos subterrâneos capazes de acolher a totalidade da sua população residente em caso de ataque direto. As fronteiras físicas e naturais compostas pelos imponentes maciços alpinos dificultam imenso qualquer tentativa de invasão terrestre rápida por parte de exércitos estrangeiros.
Os paraísos remotos esquecidos
O mapa global da salvação inclui ainda pequenos arquipélagos perdidos no vasto oceano Pacífico que passam completamente despercebidos nas rotas principais de navegação militar. Nações soberanas como o Tuvalu e as ilhas Fiji oferecem um grau de isolamento extremo que as protege da poluição atmosférica e da atenção indesejada das alianças internacionais.
É, ainda, possível observar através do Índice Global da Paz que estes pequenos territórios partilham a característica comum de não possuírem recursos minerais minimamente cobiçados pelas grandes potências mundiais. A total falta de atrativos económicos ou de vantagens geoestratégicas torna estes paradisíacos lugares elementos irrelevantes e ignorados na cartografia de um confronto armado à escala planetária.
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