Projeto Fontes Sonoras anuncia três residências em Leiria em 2026

rosseguindo a missão de cruzar arte sonora, ecologia e comunidade, Fontes Sonoras desenvolve-se em três momentos ao longo do ano, convidando artistas “a explorar o som como ferramenta de leitura sensível da paisagem”, avançou a organização.

Promovida pela Omnichord, com curadoria de Raquel Castro e direção artística de Gui Garrido, a iniciativa acompanha três das estações do ano, inverno, primavera e outono, desafiando artistas à experimentação sonora, num exercício depois revelado em momentos abertos ao público.

Gil Delindro, que se tem dedicado a temas como a biodiversidade, ecologia e políticas territoriais, é o primeiro a ‘mergulhar’ nas Fontes na edição de 2026.

Na última década tem trabalhado em diferentes contextos, avançou a Omnichord, “da floresta amazónica a glaciares, desertos e parques naturais, procurando ativar relações sensíveis entre som, matéria e lugar”.

“Através do som e da escultura, o trabalho de Gil Delindro propõe-se contribuir para uma reflexão partilhada sobre a transformação da paisagem florestal” – naquele território particularmente afetada pelos incêndios florestais de 2017-, “a valorização de espécies autóctones e os modos como nos relacionamos com o território”.

A residência do artista português decorrerá entre 22 de fevereiro e 01 de março, período durante o qual criará uma peça escultórica de arte sonora, construída com materiais orgânicos encontrados na aldeia e em redor da mesma.

O segundo momento desta edição está anunciado para entre 12 e 19 de abril, com a artista portuguesa Matilde Meireles, que se tem focado na investigação e composição sobre memória, território e perceção sonora.

A fechar estas Fontes Sonoras, a britânica Kathy Hinde vai estar naquela aldeia do concelho de Leiria entre 25 de outubro e 01 de novembro.

Artista e compositora, Hinde explora fenómenos naturais, sistemas ecológicos e processos colaborativos entre humanos e não-humanos, descreveu a organização.

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