PRR. “Há investimentos que não vão ficar concluídos”

image

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) tem investimentos que não vão estar concluídos em 31 de agosto, limite definido por Bruxelas, avisou esta quarta-feira, em Lisboa, o presidente da comissão de acompanhamento, dando como exemplo a floresta.

“Temos investimentos que não vão ficar concluídos em 31 de agosto de 2026 e é importante que haja resposta para essas entidades”, defendeu o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), Pedro Dominguinhos, que falava, em Lisboa, numa audição parlamentar na Comissão de Economia e Coesão Territorial.

Dominguinhos alertou para a “situação particularmente sensível” que se vive na floresta, após dois anos e meio de espera para o planeamento e decisão de concursos. A execução só começou em meados de 2025.

Após visitar zonas como Alqueidão da Serra, Malcata e Sabugal, o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR disse que existem intervenções significativas com um tempo de execução insuficiente.

Em particular, no que diz respeito à floresta, Pedro Dominguinhos referiu que, pelo ritmo atual, a execução pode não ultrapassar os 60%, o que lamentou, tendo em conta, por exemplo, a necessidade de prevenir os incêndios florestais.

O presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento afirmou ainda que se poderiam ter evitado algumas reprogramações, caso as coisas tivessem corrido “de forma distinta”, fazendo uma referência aos alertas que têm vindo a ser feitos por este órgão.

Porém, sublinhou que teimar em manter marcos e metas que não poderiam ser cumpridos até agosto, seria desperdiçar dinheiro.

Este responsável já tinha avisado, na audição, que o país vai perder respostas sociais face àquilo que inicialmente estava previsto no plano.

Após críticas do PSD, Pedro Dominguinhos reafirmou esta preocupação e exemplificou uma redução de cerca de 3.500 lugares na rede de cuidados continuados.

“Vamos ter menos capacidade de resposta. Isto é algo particularmente sensível. É fundamental garantirmos um alinhamento entre todas as entidades […]. Todos os dias sentimos no terreno essas mesmas dificuldades”, insistiu.

O deputado do PSD Ricardo Carlos tinha contestado a falta de capacidade de resposta em questões sociais e sublinhou não ser possível construir em pouco tempo.

O PRR, que tem um período de execução até 2026, pretende implementar um conjunto de reformas e investimentos tendo em vista a recuperação do crescimento económico.

Além de ter o objetivo de reparar os danos provocados pela covid 19, este plano tem o propósito de apoiar investimentos e gerar emprego.

Continue a ler este artigo no Observador.


Publicado

em

,

por

Etiquetas: