
O Município de São Brás de Alportel manifestou “o seu profundo pesar pelo falecimento de Alberto Francisco do Espírito Santo Fernandes”, considerando que a sua morte representa “uma perda significativa para a comunidade são-brasense”.
Em nota enviada aos órgãos de comunicação social, a autarquia sublinha que Alberto Espírito Santo foi “figura marcante da vida cívica, política e associativa do concelho”, destacando o impacto do seu percurso pessoal, profissional e político ao longo de várias décadas.
Uma vida marcada pela liberdade e pelo compromisso cívico
Alberto Francisco do Espírito Santo nasceu a 5 de setembro de 1953 e viveu uma união de 52 anos com Maria Alice Ribeiro de Sá Teixeira Fernandes, com quem constituiu família, mantendo sempre “uma forte ligação aos valores humanos, à liberdade e ao compromisso com o bem comum”.
A autarquia recorda-o como “homem de causas e de liberdade”, sublinhando que deixou em São Brás de Alportel “as marcas da sua singular personalidade, da sua cultura e acima de tudo da sua bondade”.
Percurso profissional, político e associativo
O Município de São Brás de Alportel destaca que Alberto Espírito Santo concluiu o Curso de Regente Agrícola, posteriormente designado Engenharia Técnica Agrária, tendo desenvolvido uma carreira profissional diversificada, que terminou “ao serviço do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF)”.
A nota sublinha ainda que a sua vida foi marcada pelo contexto político anterior ao 25 de Abril, recordando que o pai foi preso pela PIDE e que Alberto Espírito Santo esteve ligado a organizações políticas e cívicas, mantendo uma intervenção ativa após a Revolução.
Depois do regresso definitivo ao Algarve, o Município refere que Alberto Espírito Santo manteve uma participação regular na vida associativa local, colaborando com entidades como a Movimento Determinante e a Al-Portel, e integrou listas da CDU em várias eleições autárquicas, tendo sido cabeça de lista à Câmara Municipal em 2009.
Para a autarquia, “o seu precoce falecimento constitui uma enorme perda para a vida cívica, política e social do concelho”, deixando “um legado de dedicação, coerência e intervenção ativa ao serviço da comunidade”.
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