
O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) vai promover, entre os dias 17 e 24 de abril, a Semana da Ria Formosa, uma iniciativa que inclui atividades ambientais e educativas com o objetivo de sensibilizar para a proteção desta área natural.
A ação, de caráter anual, pretende “mobilizar a comunidade na defesa do ecossistema”, envolvendo o público em geral e os alunos das escolas dos cinco municípios do sotavento algarvio abrangidos pelo Parque Natural da Ria Formosa.
Entre os principais objetivos estão a sensibilização ambiental, a promoção do conhecimento sobre os valores naturais do território e o incentivo à participação ativa na sua preservação.
“A iniciativa pretende reforçar a consciência ecológica e valorizar um dos mais importantes ecossistemas lagunares do país, promovendo práticas sustentáveis e o envolvimento da população na sua proteção”, justificou o Instituto responsável pela conservação das zonas naturais protegidas em Portugal.
Programa inclui atividades para diferentes públicos
Para a semana entre 17 e 24 de abril, o ICNF tem planeado um conjunto de atividades, como ‘workshops’, saídas de campo, ações de voluntariado, palestras ou exposições, indicou, esclarecendo que estão previstas ações para alunos, mas também para famílias e o público em geral.
No âmbito da iniciativa, é também lançado um desafio às escolas para que promovam trabalhos sobre a Ria Formosa junto dos alunos, para fomentar a “partilha de conhecimento dentro da comunidade educativa”.
Ecossistema de importância internacional
O ICNF realçou que a Semana da Ria Formosa tem como símbolo o cavalo-marinho, uma “espécie emblemática deste ecossistema” e que se confronta com ameaças devido a fatores ambientais e ao impacto das atividades humanas nessa área lagunar protegida.
“A Ria Formosa é uma zona húmida lagunar de importância internacional (Sítio Ramsar), que inclui uma grande variedade de habitats, como sapais, bancos de areia e de vasa, cordões litorais de dunas, salinas, lagoas de água doce e salobra, cursos de água com vegetação ripícola, áreas agrícolas, matas e pinhais”, pode ler-se no decreto-lei que criou o Parque Natural.
O espaço natural conta com uma grande diversidade de fauna e flora e é utilizado como zona de nidificação para várias espécies de aves marinhas e de passagem para aves migratórias.
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