Serviços de informações dos EUA foram fundamentais para localizar “El Mencho” após encontro romântico

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O fim do reinado de Nemesio Oseguera, o temido líder do Cartel de Jalisco Nova Geração (CJNG) conhecido como “El Mencho”, não teria sido possível sem o apoio tecnológico e de informação dos serviços secretos dos Estados Unidos.

Segundo revelaram as autoridades mexicanas esta segunda-feira, os serviços de informações norte-americanos foram essenciais para “geolocalizar” o complexo onde o narcotraficante se escondia, tendo as autoridades aproveitando um momento de vulnerabilidade: uma visita de uma das suas parceiras românticas.

Encontro romântico fatal

Embora o México tenha liderado o ataque físico no terreno, a precisão do alvo foi garantida por dados partilhados por Washington. Segundo noticia a Reuters, a pista que permitiu a ação policial surgiu através de um confidente próximo de uma das parceiras amorosas de Oseguera. Este deslize na segurança pessoal do barão da droga levou a que os serviços de informações monitorizassem o encontro, o que permitiu então às forças especiais mexicanas visarem diretamente o complexo em Tapalpa, no estado de Jalisco.

O governo mexicano, liderado pela presidente Claudia Sheinbaum, confirmou que, embora não tenha havido participação de tropas americanas no terreno, a colaboração dos serviços secretos foi o motor da operação.

Os EUA ofereciam uma recompensa de 15 milhões de dólares pela captura de Oseguera, justificando o empenho total das suas agências na monitorização deste “barão da droga”.

Operação rápida mas violenta

Com as coordenadas exatas fornecidas pela cooperação binacional, as forças de elite mexicanas cercaram o complexo florestal.

O confronto foi violento, resultando em ferimentos graves para “El Mencho” e dois dos seus guarda-costas.

O líder do CJNG acabou por morrer num helicóptero durante a transferência de emergência para a Cidade do México.

Reação nas ruas

A morte de Oseguera espoletou uma vaga de violência sem precedentes em vários estados mexicanos, com o cartel a responder através de bloqueios de estradas e ataques que vitimaram 25 membros da Guarda Nacional.

O presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu prontamente através das redes sociais, instando o México a “intensificar os esforços contra os cartéis e as drogas”.

Já o executivo mexicano aproveitou para recordar que grande parte do arsenal utilizado pelos criminosos tem origem em vendas ilegais de armas nos EUA.

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