
A subida das águas do rio Tejo está a obrigar a um acompanhamento apertado da situação em Vila Franca de Xira, devido às descargas das barragens em Espanha, que, em conjugação com as marés altas, têm provocado inundações nas zonas ribeirinhas mais baixas.
“Estamos a acompanhar muito de perto a subida das águas do Tejo”, explica o presidente da Câmara de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, em declarações à Renascença, acrescentando que “nas marés altas, o rio entra pelas zonas baixas”.
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A situação levou ao encerramento dos caminhos ribeirinhos de Vila Franca de Xira. “Mandei encerrar os caminhos ribeirinhos para prevenir qualquer situação”, afirma o autarca, sublinhando que estes espaços inundam sempre que há maré alta e descargas das barragens.
Apesar da melhoria das condições meteorológicas, o município mantém-se em alerta. Registaram-se também desabamentos de terras, que condicionaram algumas estradas, estando os serviços municipais a trabalhar para normalizar a circulação.
Quanto a habitações inundadas ou desalojados, o presidente da Câmara garante que houve apenas situações muito pontuais, já resolvidas, sem registo de ocorrências graves. Alguns estabelecimentos comerciais foram afetados nas zonas baixas, sobretudo durante a maré cheia, sem danos significativos.
A Proteção Civil Municipal tem reforçado os avisos à população, apelando para que não sejam deixadas viaturas estacionadas em zonas baixas junto ao Tejo, uma vez que, durante a maré alta, podem ficar impedidas de sair.
O autarca recorda ainda que o período mais crítico ocorreu na semana passada, com o início da depressão Kristin, quando os ventos fortes provocaram a queda de inúmeras árvores no concelho. “Infelizmente, temos a lamentar um falecimento em Vila Franca de Xira, na sequência da queda de uma árvore”, conclui.