Timor-Leste e Coreia do Sul: acordos no florestal e nutrição

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O Governo de Timor-Leste autorizou esta quarta-feira, em Conselho de Ministros, a assinatura de acordos com a Agência Internacional da Coreia do Sul para desenvolvimento de um projeto no setor da floresta e de um programa de segurança alimentar.

O primeiro projeto de Desenvolvimento da Capacidade de Restauração Florestal e Gestão Sustentável de Timor-Leste conta com uma subvenção de cerca de seis milhões de dólares (5,13 milhões de euros) e vai ser implementado, durante seis anos, nos municípios de Baucau e Manatuto, a leste de Díli.

O objetivo do projeto, segundo o comunicado do Conselho de Ministros, é “reforçar a prevenção e degradação ambiental e promover a recuperação de ecossistemas florestais, através da modernização do centro nacional de viveiros, da implementação de programas de reflorestação e da capacitação de instituições públicas e comunidades locais”, pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros.

O Programa Integrado de Nutrição e Segurança Alimentar, Alimentação Escolar, Fortificação Alimentar e Infraestruturas Escolares será desenvolvido nos municípios de Baucau e Viqueque, a leste da capital timorense, Manufahi, no sul do país, e Bobonaro, a oeste de Díli, durante um período de cinco anos e conta com um financiamento de 7,2 milhões de dólares (6,16 milhões de euros).

“Este projeto visa melhorar as condições de alimentação e nutrição escolar, através do reforço das infraestruturas e equipamentos das cozinhas escolares, da implementação de sistemas de gestão e monitorização, da fortificação alimentar e da promoção de cadeias de abastecimento baseadas na produção agrícola local”, explica o comunicado.

O programa inclui também a formação para professores, auxiliares escolares e comunidade e apoio ao desenvolvimento local para abastecimento das escolas.

Segundo os dados divulgados pelo Governo, 47% das crianças com menos de cinco anos sofre de má nutrição crónica, 8,6% de desnutrição aguda, 32% têm peso abaixo do previsto e deficiências de vitamina A, ferro e iodo.

As autoridades timorenses apresentaram, em março do ano passado, um plano de ação multissetorial de nutrição, que visa reduzir o atraso no crescimento infantil para 25% até 2030 com foco nos recém-nascidos e crianças até aos 23 meses e mulheres em idade reprodutiva.

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