Um mergulho no que acontece por dentro das Florestas Submersas

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Fim de um ciclo

O aquário levou três meses para ser construído, trabalho que envolveu mais de 90 pessoas, de seis países diferentes. A exposição foi concebida para estar patente por três anos, já lá vão 11, tornando-se um elemento emblemático do Oceanário de Lisboa, visto, até ao momento, por mais de dez milhões de pessoas. Além do impacto local, Florestas Submersas foi a última criação de Takashi Amano, que morreu apenas três meses depois da sua inauguração. A decisão de encerrar esta obra, o que vai acontecer no final do próximo mês de junho, também passa por preservar o legado do seu criador.

“Isto é uma obra de arte viva e, portanto, segue o seu ciclo. Ela foi projetada para três ou quatro anos, porque é o tempo também que prevíamos a duração de algumas características, por exemplo, os troncos que temos nesta exposição, a própria qualidade expositiva. Aliás, este não é só o maior nature aquarium que existe, como é talvez o mais antigo que existe sem ter sofrido grandes remodelações”, destaca Hugo Batista. “Para mantermos a qualidade deste aquário, para o futuro teríamos de o renovar. Ao fazermos isso, é como pegar numa tela, numa obra de arte, remover a tela e colocar na mesma moldura – já não tem a assinatura do seu criador – e iria acontecer isso. Portanto, não nos é correto fazê-lo”, completa o biólogo.

Sem dar mais pistas do que vai ocupar o recinto em seguida, embora admita que o plano já está em andamento, a equipa deixa o convite para um último “mergulho” dos visitantes. “Queremos encerrar esse ciclo por respeito também à criação que ele fez e deixar o legado e a imagem a quem nos visita. Convidamos a virem visitar-nos para rever uma vez mais esta exposição enquanto ainda está aberta”, finaliza Hugo Batista.

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