World Press Photo: Guerras, imigração e desastres climáticos entre os vencedores

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A fotógrafa brasileira Priscila Ribeiro, com “Um Território de Esperança”, projeto dedicado “aos desafios da habitação no Brasil”, situa-se como finalista para “a fotografia do ano”, a anunciar no dia 23.

A imagem escolhida, que testemunha a fragilidade de um espaço habitacional, celebra ao mesmo tempo “temas universais como a família, a comunidade e o amor”, segundo o júri.

“Através de um retrato afetuoso e íntimo de uma avó a cuidar dos seus netos, a foto transmite alegria, união e a resiliência quotidiana de famílias que vivem em condições precárias”, lê-se na apreciação do júri.

Os vencedores regionais do concurso World Press Photo 2026 hoje anunciados, num total de 42 fotógrafos e perto de 140 imagens da atualidade mundial, “refletem um fotojornalismo e uma fotografia documental impactantes que destacam as questões mais prementes da nossa época, dos conflitos e do clima à cultura e à resiliência”, de acordo com o júri desta edição.

Os 42 vencedores foram selecionados a partir de 57.376 fotografias enviadas por 3.747 fotógrafos de 141 países.

O prémio World Press Photo foi criado em 1955 pela fundação homónima e sem fins lucrativos, sediada em Amesterdão, com o objetivo de distinguir, todos os anos, fotografias que dão a conhecer momentos que marcam a atualidade e que se repercutem com consequências à escala global.

Na edição de 2025, a fotógrafa portuguesa Maria Abranches esteve entre os 42 vencedores regionais, com a reportagem “Maria”, dedicada a uma empregada doméstica e cuidadora.

O prémio de Fotografia do Ano 2025 foi atribuído à imagem de Mahmoud Ajjour, um menino palestiniano de 09 anos, mutilado pela guerra em Gaza, captada pela fotógrafa ‘freelance’ Samar Abu Elouf, para o jornal The New York Times.

A Foto do Ano 2026, escolhida a partir dos vencedores regionais, será anunciada no dia 23.

C/ Lusa 

Veja a reportagem na RTP.


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